Veja o Novo Manual de Análises Técnicas do FNDE para Gestão de Obras Escolares

O manual reúne diretrizes para análise de solicitações de alteração dos projetos-padrão e define critérios para identificar e tratar inconformidades e restrições nas obras.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), publicou na semana passada o Novo Manual de Análises Técnicas, documento que orienta estados, municípios, dirigentes de educação, arquitetos, engenheiros e analistas internos sobre a elaboração, adaptação, fiscalização e monitoramento de projetos e obras de edificações escolares financiadas pela autarquia.
A iniciativa tem como meta fortalecer a assistência técnica oferecida aos entes federados, ampliar o controle sobre as obras monitoradas, tornar a comunicação mais clara entre os agentes envolvidos e aumentar a eficiência nos processos de execução e supervisão.
Qualificação técnica e transparência
Elaborado pela Diretoria de Gestão, Articulação e Projetos Educacionais (DIGAP), o documento integra um conjunto de volumes que buscam qualificar a atuação técnica das equipes do FNDE e das administrações locais.
O fundo disponibiliza projetos padrão e realiza repasses financeiros por meio de convênios e termos de compromisso, mantendo a responsabilidade pelo monitoramento e pela correta aplicação dos recursos.
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O texto reconhece que os projetos padrão, ao longo do tempo, podem apresentar incompatibilidades documentais, ausência de detalhes em itens ou mudanças em especificações técnicas — como ocorre quando produtos deixam de ser fabricados.
Assim, o manual orienta adaptações que considerem as características geográficas, climáticas e socioeconômicas de cada local, preservando sempre parâmetros essenciais de segurança, funcionalidade e habitabilidade.
Estrutura e metodologia
A publicação detalha objetivos gerais e específicos: além de melhorar a assistência técnica e a comunicação, o manual define diretrizes para solicitações e análises de alterações em obras em andamento, orienta a elaboração de documentação compatível com a execução real e estabelece procedimentos para lidar com inconformidades e restrições.
Entre os conteúdos, destacam-se os capítulos “Conceito e Aplicação da Matriz de Risco”, “Elaboração da Matriz de Risco”, “Matriz de Risco Proinfância e Escolas” e “Matriz de Risco Quadras Cobertas”.
As chamadas matrizes de risco funcionam como ferramentas de gestão visual, permitindo identificar a probabilidade e o impacto de riscos, além de indicar o grau de severidade e a prioridade de intervenção com base em tabelas e orientações metodológicas.
Eficiência e padronização
Com a adoção do Manual de Análises Técnicas, o FNDE espera padronizar critérios técnicos, reduzir incertezas na execução de obras e agilizar decisões locais.
O objetivo é garantir a conformidade com os instrumentos de financiamento e promover maior eficiência no uso dos recursos públicos destinados à infraestrutura educacional.
“O manual representa um passo importante para aprimorar a qualidade técnica e a transparência na execução das obras escolares, fortalecendo a gestão pública e o compromisso com a educação”, destacou o FNDE em nota.
Confira aqui o Manual de Análises Técnicas.
Por: Thais Correa/Portal Convênios – FNDE.



