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Tarifaço de Trump afeta a economia de 1.135 municípios brasileiros; veja o ranking

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Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta impacto de aproximadamente R$ 66,8 bilhões nas economias locais. Cidades do Sudeste concentram a maior parte das perdas nas exportações.

As restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros através do tarifaço de Donald Trump provocaram uma retração expressiva nas exportações de municípios do país.

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 1.135 cidades foram afetadas pelo tarifaço norte-americano, com impactos econômicos estimados em R$ 66,8 bilhões.

O município de São João da Barra (RJ) lidera o ranking nacional, com redução de US$ 590,6 milhões nas vendas para o mercado norte-americano entre agosto de 2025 e julho de 2026, em comparação com os 12 meses anteriores.

Na segunda posição aparece o Rio de Janeiro (RJ), com recuo de US$ 561,7 milhões, seguido por Santos (SP), que registrou queda de US$ 444,2 milhões. Nas três cidades, as maiores perdas estão concentradas no segmento de combustíveis e óleos minerais, produtos de destilação, matérias betuminosas e ceras minerais.

Sudeste concentra 71% das perdas nas exportações

O estudo revela uma concentração dos impactos econômicos na Região Sudeste, responsável por 71% das perdas registradas, especialmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Embora o Sudeste lidere em valores absolutos, a Região Sul apresentou a maior retração proporcional nas exportações destinadas aos Estados Unidos, com queda de 32,3%.

De acordo com a CNM, apenas 16 municípios concentram mais da metade da redução identificada nas vendas externas, somando aproximadamente US$ 3,4 bilhões.


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O grupo reúne seis cidades paulistas, quatro mineiras, duas fluminenses, duas capixabas, uma paraense e uma maranhense, evidenciando a exposição de diferentes setores produtivos às mudanças na política comercial norte-americana.

Confira os 16 municípios com maiores perdas

O ranking elaborado pela CNM considera a redução das exportações para os Estados Unidos entre agosto de 2025 e julho de 2026, em relação ao período anterior.

MunicípioRedução nas exportações
1. São João da Barra (RJ)US$ 590,6 milhões
2. Rio de Janeiro (RJ)US$ 561,7 milhões
3. Santos (SP)US$ 444,2 milhões
4. Guaxupé (MG)US$ 222,8 milhões
5. Barcarena (PA)US$ 193,5 milhões
6. Araraquara (SP)US$ 189,8 milhões
7. São Bernardo do Campo (SP)US$ 153,9 milhões
8. Sete Lagoas (MG)US$ 140,8 milhões
9. Anchieta (ES)US$ 129,4 milhões
10. Imperatriz (MA)US$ 126 milhões
11. Matão (SP)US$ 125,1 milhões
12. Belo Horizonte (MG)US$ 123,5 milhões
13. Ouro Branco (MG)US$ 116,4 milhões
14. Serra (ES)US$ 113,1 milhões
15. Ilhabela (SP)US$ 107,2 milhões
16. Colina (SP)US$ 106,9 milhões
Fonte: CNM. Valores arredondados.

Queda nas exportações preocupa economias municipais

A redução das vendas internacionais representa um risco para municípios cuja atividade econômica depende de setores exportadores.

Além dos efeitos sobre a produção industrial e agropecuária, a retração pode comprometer empregos, investimentos privados e, indiretamente, a arrecadação tributária local.

Do ponto de vista das finanças municipais, os impactos podem variar conforme a estrutura econômica de cada cidade. Uma eventual desaceleração da atividade produtiva pode afetar a circulação de mercadorias e serviços, com possíveis reflexos sobre receitas próprias e transferências vinculadas à arrecadação de tributos.

Diante desse cenário, a CNM alerta para os riscos associados ao protecionismo comercial, às barreiras sanitárias e às tensões geopolíticas, que podem prolongar os efeitos negativos sobre as economias locais.

Como alternativa, a entidade defende a diversificação dos mercados compradores, o fortalecimento da produção nacional e a ampliação das relações comerciais com outros países, reduzindo a dependência das exportações destinadas a um único mercado.

O levantamento também reforça a importância de estados e municípios acompanharem a exposição de suas economias ao comércio internacional, especialmente nas regiões em que a atividade exportadora possui participação relevante na geração de emprego e renda.

Por: Lucas A L Brandão/Portal Convênios – Fontes: CNM/Brasil 61

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